quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Paz, sucesso, sorte, felicidade...

Susana é leitora.
É escritora
É minha amiga.
É correta
e
é
extremamente louca.



Feliz Aniversário!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Adapte-se ou morra!

O primeiro ( e talvez o último) vídeo da mais nova sessão do blog.

video

Porque eu o admiro

Hoje em dia, o que te motiva a escrever poemas?

Ferreira Gullar – No fundo, a motivação não é constante. Tanto que escrevo muito pouco. Escrevo muito pouco. A minha poesia, costumo dizer, ela nasce no espanto. Precisa de alguma coisa que me surpreenda – que eu não tenha descoberto ainda na vida, com minha experiência de vida. Entendeu? Nasce, assim, de uma coisa que não controlo. Não posso dizer: “vou escrever dez poemas esse mês”. “Vou escrever um poema amanhã”. Não posso. Está inteiramente fora do meu controle. Tanto que posso passar um ano sem escrever nada... Eu estava oito meses sem escrever, fui fazer uma viagem para Nova York, no hotel... Cheguei lá, de repente, e aconteceu que escrevi cinco poemas numa tarde. É uma coisa nasce de descobertas da vida.

Você avalia a política nacional com otimismo?

Gullar – O Brasil corre um risco grave. O Lula, que é um sindicalista, junto com os companheiros de sindicato, está ocupando setores importantes da sociedade – fundos de pensão, as grandes empresas estatais. Eles pretendem ficar no governo para sempre, fazendo uma política de caráter sindicalista, oportunista e demagógico. Isso é um perigo, as pessoas têm que pensar nisso. Porque temos que construir um país democrático. A alternância no poder é saudável para a democracia. Não basta voto. O Bolsa Família, que antigamente atingia 4 milhões de pessoas, hoje atende a 50 milhões de pessoas. Isso é comprar voto! Não tem como controlar 50 milhões de pessoas. É neto de prefeito, filho de embaixador, todo mundo recebendo o Bolsa Família. Não tem controle. É uma coisa demagógica, feita para fazer discurso. Artifícios não resolvem problemas, tem que dar trabalhos para as pessoas, e não esmolas. A ajuda tem de ser provisória – o trabalho é que dá dignidade à pessoa. A ameaça é o Brasil virar a Venezuela. As pessoas têm que ter lucidez para colocar estadistas no governo. Quem não lê não conhece o país. Ninguém pode conhecer o país sem ler. É grave.




“Sobre a cômoda em Buenos Aires/ o espelho reflete o vidro de colônia Avant la Fête/ (antes,/ muito antes da festa!)// Reflete o vidro de Suprady, um tubo/ de esparadrapo,/ a parede em frente, uma parte do teto.// Não me reflete a mim / deitado fora de ângulo como um objeto que respira. // Os barulhos da rua / não penetram este universo de coisas silenciosas./ Nos quartos vazios / na sala vazia na cozinha / vazia / os objetos (que não se amam): / uns de costas para os outros.”

sábado, 5 de dezembro de 2009

A Saga dos 7 Anos / Parte 3: Dos reis que me ensinaram a viver

Quando eu tinha sete anos, minha tia me contou uma história muito intrigante. Era diferente das histórias que eu estava acostumado a ouvir porque não tinha exatamente um final feliz. Nem triste.
Hoje me veio esta lembrança com bastante intensidade. Então, a história contada foi mais ou menos assim:

Essa é a história de um rei chamado Midas, que por haver desejado possuir muito mais do que tinha, correu o risco de morrer de fome, e, por ter desejado criticar, sem ter uma precisa competência do que criticava, recebeu como presente um par de orelhas de burro. Este notável episódio aconteceu quando, ao criticar erroneamente Apolo em uma disputa musical, o rei recebeu um castigo. Já que Midas demonstrara ser um burro, exprimindo um insensato parecer, fez-lhe crescer orelhas como as de um asno.
Imaginem só a dolorosa surpresa de Midas, sua vergonha, e seu temor, ao pensar no quanto seus súditos iriam rir por terem um soberano dotado de semelhantes pavilhões auriculares. Procurou, então, ocultar a vingança de Apolo, pondo na cabeça um alto gorro, que lhe ocultava as orelhas. Chegou, porém, o dia em que teve que recorrer a um servo, para que lhe cortasse os cabelos, que se haviam tornado longuíssimos. Escolheu aquele que lhe pareceu mais obediente e fiel, e recomendou-lhe que mantivesse no mais absoluto silêncio sua infelicidade.
O servo-cabeleireiro não violou o juramento prestado, nem revelou jamais o segredo a nenhuma alma viva, mas não conseguiu guardá-lo para si. Tinha jurado não o revelar a nenhum ser vivo, portanto, não passara por perjúrio se o confiasse à terra. Cavou um buraco no chão e nele murmurou o que Midas não queria que soubesse, e sentiu-se aliviado de um peso enorme, como todos os faladores que não ficam satisfeitos enquanto não externam o que devem calar.
Mas, um dia, justamente sobre o buraco, já entupido, nasceu um caniço, cujas raízes desceram até tocar no buraco, e absorveram deste as palavras do servo. E os caniços repetiam, farfalhando, ao vento, por uma infinidade de vezes, de modo que muita gente o ouviu, o segredo das orelhas de Midas, que, assim, se tornou o divertimento de todos os bisbilhoteiros que viviam na Frigia*.

E me lembro perfeitamente de não ter entendido muito bem esta fábula.
Por que a confissão seria um castigo e, ao mesmo tempo, um alívio? Por que temos sempre que escolher entre um segredo ou a paz interior? Por que o sentimento de angústia não cabe dentro da gente? Será que as pessoas que também escondiam as suas orelhas de burro riram ao ouvir o infortúnio do rei? Por que nos importamos tanto em descobrir o que há por trás de cada pessoa? Para sustentar o nosso divertimento?
Minha tia não deveria ter me contado esta história, sabe? Por que história é de gente grande.


*Adaptado daqui!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Premeditado

Porque o meu coração dá sinais de que a felicidade está por perto.
Revele-se.