quarta-feira, 30 de março de 2011

Antídotos

No início da semana eu perdi uma chamada no meu celular e o número era o seguinte:
(19) 324*-*666.
Pensa!
Será que era o capeta?
Ainda bem que não atendi, imagina? "Thiago, você já pode descer".

...

Fui pra Maringá no fim de semana e, pelas ruas, havia um casal em uma moto acompanhado de um rapaz, também de moto. Acontece que eles deviam ser "amigos" e iam lado a lado, o que, para quem está de carro, é um tormento. Acabou irritando tanto que surgiu por parte do pessoal que estava comigo a seguinte ideia perversa:
- Eles são mais do que amigos, ou seja, ménage à vista baby.
Mas pra que tanto disfarce, não é mesmo?
Os três deveriam ter se arranjado de uma vez na mesma moto e montar um belo de um sanduíche. É só colocar a mulher no meio. Os demais motoristas agradecem. E acho que a mulher também.

...

Hoje aconteceu uma situação no mestrado que me fez acordar para o dia.
Um professor estava recolhendo um trabalho que poucas pessoas haviam feito, sendo eu uma delas. Até o momento, tudo bem, pois a entrega poderia ser feita em outras datas. Deixei o meu trabalho sobre a mesa do professor e retornei à carteira para arrumar o meu material e ir embora. Só que enquanto eu me preparava para sair, eu vi que um colega pegou o meu trabalho, sem a minha autorização, começou a folhear e a perguntar para o professor se a maneira como eu havia feito estava correta. O professor se manteve neutro, olharia depois, mas disse que havia várias formas de se fazer a tarefa, já que era basicamente uma simples pesquisa.
Confesso que enquanto os dois discutiam sobre o meu trabalho, eu fiquei bem inseguro e talvez tenha me sentido um pouco desrespeitado.
Ainda bem que essa fraqueza foi coisa de momento.
Pensei melhor e o trabalho, na verdade, está excelente, divino, maravilhoso e, se caso eu tenha cometido alguma falha, terei humildade suficiente para corrigir numa próxima oportunidade. E no fundo eu confio demais no que eu faço e me orgulho muito da minha dedicação.
E o mais importante:
Eu não posso ter medo de vencer.
Hoje, quando me vi diante da crítica, o primeiro pensamento que me veio foi o negativo.
Eu tenho que me libertar dessa péssima mania.
Eu me culpo porque eu deveria ter pensado que, independente do que fosse falado, eu estava satisfeito, e nada poderia mudar isso. Ficou como se eu tivésse traído aquele garoto que passou dois dias inteiros à procura de um bom resultado, de um trabalho exemplar.
Ainda bem que esse momento negro foi extremamente breve e eu voltei a me amar loucamente. E me fez lembrar de que tenho um compromisso comigo. Tenho que permitir que todo o amor, toda a glória e toda a loucura cheguem a mim assim:
sem descontos.

Um comentário:

Marcos disse...

Coisas de perfeccionistas. Um exercício constante pra nós é aprender a não levar tudo tão a sério.