domingo, 2 de agosto de 2009

Teste de Hipótese

Se trabalhasse em um programa de rádio, começaria tocando músicas do Legião ou então do Djavan, intercalaria com algum rock internacional dos anos 80 ou quem sabe Adriana Calcanhotto e terminaria com algo contemporâneo e clichê, como Halo ou Closer... 'to own me, to control me... and I just can't bring myself away but I don't want to escape... I just can't stop... I just can't stop!'

Se fosse professor de literatura, indicaria de cara um livro bem triste, Nada de novo no Front ou então alguma obra do Graciliano. Depois, indicaria Clarice ou Fernando Sabino e por fim, alguma revista de fofoca, daquelas em que nem é preciso folhear: já vem tudo escrito na capa. Você já sabe que o Raj vai largar da Maya pra ficar com o Bahuan, que está grávido do Opash, que emagraceu 8 quilos em uma noite sem fazer dieta - pasmem - apenas com a roupa e a maquiagem certas! Mas na verdade você acaba levando a revista por causa do encarte de receitas que contém, por exemplo, o segredo do bolo de acabaxi mais calórico e fofinho desde os tempos em que a Palmirinha era moça. Abacaxi tem semente? E como que faz pra plantá-lo? Bom, eu perguntei pra minha vó e ela disse que eles usam aquela "corôa" para plantá-lo. Não sei se é verdade (desculpa vó). Mas a minha vó é daquele tipo de pessoa que quando não sabe alguma coisa, inventa. Eu sou assim também. Acho que é por isso que quase nunca entrego uma prova em branco. Pausa para meu riso compulsivo. Pausa para o riso contido do professor. Um minuto fúnebre de silêncio pela minha nota baixa.

Bom, voltando às hipóteses.

Se fosse dar dicas de cinema, escolheria de imediato os filmes do Chaplin, pelas ideias fundamentais que ele passa, tanto para o cinema quanto para os humanos. E acho que terminaria com As Branquelas ou Vestida para Casar. Também recomendaria algum filme argentino, pra que as pessoas percebessem o quanto nosso país parou no tempo. Os nossos hermanos sabem muito de cinema. E sabem muito sobre os problemas da sociedade deles também.

E eu me pergunto o porquê de tudo isso. Acho que é apenas para dizer o quanto é difícil se definir. Até nas pequenas coisas. E que não há nada de sobrenatural em ser ambíguo. Acho que a gente só tem a perder quando joga em um time só. Por exemplo, quem aqui já foi vilão, mesmo que sem querer?

Odete Roitman: _o/
Nazaré Tedesco: _o/
Thiago: _o/

E quem já fez o bem, sem olhar a quem?

Mahatma Gandhi: _o/
Thiago: _o/
Odete Roitman: ¬¬' ... suspense ... _o/

Algumas coisas nós não precisamos encontrar. Mas devemos saber que elas existem. Por exemplo: dentro de você há uma paixão imensa que irá despertar quando vier a pessoa certa. Mesmo que esta pessoa não exista, deve existir a paixão. Assim como o desejo, o ódio, o pudor, o sexo descompromissado, o amor eterno, os extremos. Porque de um extremo ao outro eu estou dentro de mim. E eu sou um universo inteiro. Eu acho que a grande busca sempre começa dentro de si próprio. Devorar você: esta é a lição de casa.

5 comentários:

Fernanda disse...

Tiago,saudades dos teus textos,muito obrigada por ter passado no meu blog...

teu texto daria um otimo meme[fica a dica]
se eu trabalhasse numa radio,com toda certeza as musicas seriam todas brasileiras,e iriam de cantores conhecidos e outros nem tantos,mas com certeza não iria faltar musicas do Nando Reis,Los hermanos,Marcelo camelo e tal...

se eu fosse professora de literatura...Dom Casmurro não poderia faltar e 'os sofrimentos do jovem werther'...

e filmes eu nem sei,só gosto de filme bobo..hauhauahua


adorei teu texto^^

Ana Aitak disse...

bão demais isso aqui.

E o bolo,sobrou um pedacinho??
kiss

Jéssica Bueno disse...

Concordo plenamente e não palavras melhores do que as que vc usou. Principalmente nesse final "E eu sou um universo inteiro. Eu acho que a grande busca sempre começa dentro de si próprio."
É impossivel ser 100% em alguma coisa. O ying e o yang é um bom exemplo.
Adoroooo a forma como vc escreve!!!
Beijooss

Juliana disse...

^^
Adorooo!

SUSANA disse...

E se eu fosse crítica de literatura, citaria você como um talento estupendo que vai fazer história, ou melhor, faz história.